Sou uma rapariga normal, mas não tão normal quanto desejaria
ser. Tenho uma “estranheza estranha”, como diria um amigo meu. Tenho a plena
consciência de que sou diferente, só não sabia como o descrever, e acho que ele
o conseguiu na perfeição. Tenho a noção de que isto é um pouco cliché, estas
descrições de que “sou diferente dos outros, ai coitadinha de mim, blá blá
blá…”, mas eu não ando sempre a fazer queixinhas pela minha diferença, bem pelo
contrário, adoro-a! Física e academicamente, sou bastante semelhante a vocês:
nem alta nem baixa, nem muito bonita nem muito feia, nem gorda nem magra, uma
estudante mediana, enfim, normalíssima. O que me distingue não são as minhas
notas nem a minha fisionomia: é o que eu digo e faço, os meus hábitos, os meus
gostos.
Às vezes sinto-me um pouco deslocada. Aprendi isto em psicologia, o ser humano,
como um ser altamente sociável, faz de tudo para se poder integrar num grupo,
mas isto já vocês sabem, é senso comum. Aliás, é algo que vemos bastante hoje
em dia: miúdos a fumar como chaminés e a beber como se não houvesse amanhã para
poderem dar-se com os mais velhos, a terem relações sexuais para não ficarem
para trás dos outros, comprarem as últimas novidades da tecnologia para se
sentirem superiores, enfim… E depois existo eu, que vivo com um pé na sociedade
e um pé no meu pequeno mundo pintado a arco-íris. Devem existir imensas pessoas
assim como eu, pelo menos espero que sim!
Acho que me posso explicar melhor: bem eu tenho 18, sou um pouco maria-rapaz (vocês já vão perceber o porquê), tenho uma paixão por ler desde que o aprendi a fazer, acredito que a vida sem música seria um tanto ou quanto cinzenta, sou escuteira, adoro anime e manga (uma das minhas partes de maria-rapaz), sou louca por desenhos animados da Disney, gosto de paz e de confusão (é antagónico, eu sei), o meu discurso deixa um pouco a desejar, uma vez que digo as coisas sem pensar e muitas vezes elas são mal interpretadas (mais vezes por ser conteúdo sexual do que outras coisas), tenho a ingenuidade e a esperteza em mim. Após lerem isto tudo, vocês acreditam que sou uma criança e que nem tenho a idade que disse ter em cima, mas isso é com vocês. Eu própria acho que tenho uma vida bastante boa, e que nem tenho levado muitas patadas da vida. Acho que a mudança mais radical que tive foi o divórcio dos meus pais: tinha 6 anos, tinha bastante a noção daquilo tudo, mas não deixei que me afectasse, o que deixou toda a gente admirada, pois achavam que eu ia ser uma criança problemática e que iria ficar ressentida com isso.
Acho que me posso explicar melhor: bem eu tenho 18, sou um pouco maria-rapaz (vocês já vão perceber o porquê), tenho uma paixão por ler desde que o aprendi a fazer, acredito que a vida sem música seria um tanto ou quanto cinzenta, sou escuteira, adoro anime e manga (uma das minhas partes de maria-rapaz), sou louca por desenhos animados da Disney, gosto de paz e de confusão (é antagónico, eu sei), o meu discurso deixa um pouco a desejar, uma vez que digo as coisas sem pensar e muitas vezes elas são mal interpretadas (mais vezes por ser conteúdo sexual do que outras coisas), tenho a ingenuidade e a esperteza em mim. Após lerem isto tudo, vocês acreditam que sou uma criança e que nem tenho a idade que disse ter em cima, mas isso é com vocês. Eu própria acho que tenho uma vida bastante boa, e que nem tenho levado muitas patadas da vida. Acho que a mudança mais radical que tive foi o divórcio dos meus pais: tinha 6 anos, tinha bastante a noção daquilo tudo, mas não deixei que me afectasse, o que deixou toda a gente admirada, pois achavam que eu ia ser uma criança problemática e que iria ficar ressentida com isso.
Sempre fui muito alegre, tento rir-me mesmo quando estou
triste (sim, posso parecer a utopia da felicidade mas também tenho os meus
altos e baixos. Quem é que nunca já sofreu por alguém?). Acho que um sorriso verdadeiro
é a melhor prenda que posso receber. Não estou a tentar ser poética, mas tenho
essa coisa de ficar feliz se as pessoas que gosto estão felizes. Tenho uma
intuição praticamente infalível: quando não gosto da cara de alguém, mesmo que
seja sem razão, é porque ela não é assim tão boa quanto parece; depois
desenvolvo uma espécie de aversão a ela. Se me aperceber que estou errada, sou
a primeira a admitir isso, apesar de ser imensamente orgulhosa, não dou o braço
a torcer e vou até ao fim com a minha opinião. Tenho dois sonhos, um vai-se
realizar e o outro não: quero ser feliz e gostava de ter uma vida de palco, em
que cantar e dançar eram a minha profissão. Ora, dançar até dou uns toques, e
nem canto assim tão mal, mas lá está, não vou arriscar. Hoje em dia o mundo lá
fora é demasiado assustador.
Demorei muito a apresentar-me? Peço desculpa. Isto deve ser mais uma tipo de diário em que hei de postar o que estou a pensar. Sim, era disto que estava a precisar!
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